Conferência de Janeiro do ciclo “O Documento que se segue” no Arquivo Municipal de Loulé

Nem sempre as Ordens Militares são conotadas pela historiografia portuguesa como agentes destacados do projecto ultramarino português. A relação existe efectivamente. Seja através dos seus agentes humanos, afinal de contas, os dinamizadores de toda e qualquer instituição, seja através de uma acção institucionalizada ao nível político, económico, material ou militar, as Ordens Militares Portuguesas, nomeadamente as de Santiago e Cristo, têm um papel activo na Expansão Ultramarina. Loulé, vila e concelho, a isto não é excepção. Se a vila, em si, podemos apelidar de localidade de interior, os seus limites concelhios tocam o mar oceano, assumindo-se como emporium comercial terrestre e marítimo. O seu papel no comércio interno reinol e externo, nomeadamente com o norte da Europa, encontra-se atestado na documentação e o seu papel a partir do início de Quatrocentos no projecto de conquista do Norte de África é indelével. Pretende-se assim, através da análise dos fluxos comerciais, da circulação de produtos exóticos, da acção de determinado indivíduos ligados às Ordens e da (re)leitura de dados relativos à administração local, detalhar o papel de Loulé nos Descobrimentos entre os séculos XV e XVI.

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